terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Rio de Janeiro continua...


"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!"

Após três dias do trágico episódio ocorrido em nossa cidade que outrora era chamada de maravilhosa, recebia a notícia que os pilotos das polícias Militar e Civil farão um curso de pilotagem em área de conflito, curso esse que deveria fazer parte do currículo de formação das nossas academias de policia, porém só agora depois do desastre anunciado há pelo menos uma década, pois não é de hoje que os morros cariocas onde o narcotráfico domina e detem um poder bélico digno de um exército, isso sem entrar no mérito do poder de reposição do material humano, que é quase inesgotável. Pois bem, agora será obrigatório esse curso, que se realizará no Mato Grosso em uma base aérea em construção! Conjecturas à parte, os olhos do mundo se voltaram para a nossa cidade, que se mostrou mais uma vez incapaz de controlar e superar a "crise" de violência, que realmente não sei mais se merece o nome de crise, pois crise sugere como a perturbação temporária dos mecanismos de regulação de um sistema, de um indivíduo ou de um grupo. Esta perturbação tem origem em causas externas e internas. Só de temporária já não há mais nada, pois em meus modestos 38 anos há pelo menos 24 ouço falar em violência tal como se apresenta.
De fato é trágico ver cenas como as ocorridas em 17 de outubro de 2009, uma verdadeira cena de guerra urbana, me senti em uma zona de conflito tais como vemos em filmes sobre o Oriente Médio o que me entristece, pois tivemos tempo e muito tempo para que as coisas não chegasse a esse ponto. Agora o leite já fora derramado e mostrado ao mundo em tempo real, a Imprensa internacional faz plantão em nossas favelas só esperando por um novo ataque tanto da policia como dos traficantes e nós meros civis ficamos passivos a tudo isso que acontece porque já faz parte do nosso cotidiano, já não nos surpreende ou choca tais cenas de ônibus sendo incendiados, tiros para todos os lados, entre mortos e feridos o Rio já quase não se salva mais!
Estamos em profunda agonia disfarçada pelos nossos afazeres diários, mascarando os surtos psicóticas que temos todas as noites ao assistirmos nossos telejornais em meios a escândalos e violência, haja Fluoxetina para espantar nossos males! Como exemplo no mesmo dia em que literalmente o bicho pegava em Vila Isabel, no Morro dos Macacos, cá no asfalto, no famoso Boulevard 28 de Setembro onde suas calçadas famosa por conterem partituras do grande sambista Noel Rosa como mosaico, acontecia normalmente sua obra de revitalização, alheia à todos os acontecimentos, alguns dizem que o Rio de Janeiro tem um poder de superação muito grande, eu já digo que nós cariocas não ligamos mais para tais coisas, estamos amortizados e imunizados contra os choques de ordem urbana e a decorrência em violência costumeiras em grandes metrópoles, nós estamos mortos! De certo teremos uma medalha de ouro nas olimpíadas de 2016 em tiro ao alvo!
Temos como um todo, uma tarefa difícil à frente de combater e cobrar de nossas autoridades que são mandatárias de nossas representações políticas e não donas uma postura e realmente uma solução para tal problema, não só a ordem da violência, assim como na saúde, habitação, educação transporte e outras mais! Para fechar o assunto o teremos mais que fazer além de rezar? Pois São Sebastião já não agüenta mais, assim como nós cariocas. E como se em meio a todo o caos que vivemos o Nosso governo do estado ainda estuda a antecipação da renovação de contrato da Supervia que só vence em 14 anos. É acredito de certa forma nós merecemos isso tudo!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Era para funcionar?

Meus amigos cariocas, demos um passo muito importante para a transformação da nossa linda cidade. Em 2010 haverá uma Copa do Mundo, e em 2016 uma Olimpiada. É claro que no imaginário de cada um de nós o Rio deveria ser melhorado ali, e aqui. Porém isso será raramente feito. O trabalho é longo e muito difícil, pois como nós todos sabemos temos problemas sérios em quase todas as áreas da cidade. No momento o que mais me incomoda é a situação para uma parcela da população carioca que nem sempre prestamos a devida atenção, e a verdade é que raríssima vezes nos importamos, pois o problema não nos atinge diretamente, só que essa parcela é significativa e assim como nós pagam impostos e tem seus direitos assim como suas obrigações. estou falando don PNE (Portadores de Necessidades Especiais) cariocas. O que proponho aqui é uma reflexão sobre essas pessoas e a maneira como as tratamos na maior parte do tempo, não vou julgar ou condenar as empresas, a população na qual me incluo ou até mesmo o governo pois seria muito como do de minha parte apontar o dedo e culpar o governo, o que acontece na maioria das situações em que nós cidadãos comuns nos deparamos cotidianamente, esquecendo que se o problema existe em parte ele é da nossa conta e nossa culpa, pois nós é que elegemos os nossos representantes, seja na esfera municipal, estadual ou federal. Portanto a culpa é nossa, não completamente, mas em grande parte, pois nos omitimos e nos acomodamos por trás de um cotidiano mascarado em bem-estar! Fica ai o pensamento. Gostaria que assistissem ao vídeo que gravei num transporte publico e pensassem a respeito.
video

quarta-feira, 18 de junho de 2008

E agora?


Como se já não bastasse o dia-a-dia complicado para todos os cidadãos cariocas, seja do “Morro” ou do “Asfalto”, que tem que lidar com a “selva” urbana, com assaltos, tiroteios, seqüestros, tráfico de drogas, armas e influência entre outros, com as milícias, com os subornos e o nosso jeitinho brasileiro, agora vemos que o nosso exército não é tão diferente.

Obviamente é certo dizer que o episódio ocorrido essa semana é lamentável, não somente para a instituição militar como um todo, pois a credibilidade da população foi abalada, da mesma forma que ocorre com a nossa polícia militar e civil. Como podemos nos “sentir” protegidos? Pois a segurança pública assim como nacional está na mão dessas instituições que são os aparelhos de repressão do estado como um todo. São essas instituições que tem dever institucional e constitucional garantir tranqüilidade à todos nós sem discriminação, como reza no art. 5º da constituição, pois lá consta que todos somos iguais! Porém que igualdade é essa que há tempos beneficia uma pequena, bem pequena parcela da população? Se analisarmos, mesmo que de forma superficial, veremos que o material empregado em nossas forças policiai e militar é o mesmo, MATERIAL HUMANO, e como tal, sujeito a falhas, no caso falhas gravíssimas.

O Exercito possui um dos mais rígidos códigos de conduta, assim como uma mentalidade arcaica, que devem ser revistos e modernizados as atuais conjunturas, evoluir e transformar, ou transformar e evoluir. Grande parte do corpo formado pelas forças tem sua origem nas comunidades e áreas de riscos, convivem muito de perto com uma realidade que está muito distante do ideal. As razões pelas quais o oficial tomou a infame decisão de entregar os três jovens a traficantes de uma comunidade rival serão conhecidas em tempo.

O que realmente me preocupa é que isso só leva a outra realidade de caos e insegurança, pois se um Oficial do Exercito Brasileiro falha dessa maneira logo só podemos concluir que a falha de suas ações, resulta na falha da instituição que o formou! A pergunta é quantos tenentes Vinicius existem pelo Brasil? Quantos abusos ainda teremos que sofrer para que algo seja realmente feita para garantir nossa segurança? Não adianta mais ficarmos especulando sobre o assunto, pois o fato já ocorreu, temos é que tomar medidas junto aos nossos representantes no congresso nacional para que isso não seja mais uma realidade, infelizmente a nossa realidade.